Uma obra de arte criada em homenagem às vítimas do acidente aéreo envolvendo a Chapecoense foi entregue ao Município de Chapecó nesta terça-feira (29), durante cerimônia realizada no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes.
O ato contou com a participação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), do Município de Chapecó, de representantes da Associação Chapecoense de Futebol, autoridades, jornalistas e integrantes da comunidade. O MPSC foi representado pelo Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, titular da 10ª Promotoria de Justiça de Chapecó.
Produzida pelo escultor Roberto da Silva Claussen, a obra reproduz o brasão da Chapecoense cercado por 71 estrelas, em referência às vítimas do acidente ocorrido em novembro de 2016, na região de Medellín, na Colômbia. A produção reúne diferentes técnicas e materiais, incluindo látex, sintética, óleo sobre tela, acrílica e ouro.
O painel ficará disponível para visitação pública no Museu da Chapecoense. A proposta é preservar a memória das pessoas que perderam a vida na tragédia, entre integrantes da delegação do clube, jornalistas, empresários e outras pessoas ligadas a Chapecó e à região.
Obra foi viabilizada por acordo com o MPSC
A produção é resultado de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado com a 10ª Promotoria de Justiça de Chapecó e homologado pela Justiça.
O caso teve origem na contratação do artista, em 2017, para a produção de um monumento com as estátuas de Ernesto Bertaso, Plínio Arlindo de Nes e Aury Luiz Bodanese, instalado na Avenida Getúlio Vargas durante as comemorações do centenário de Chapecó.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a escolha do artista e as tratativas para a produção das estátuas ocorreram antes da abertura do procedimento de inexigibilidade de licitação que formalizou a contratação.
A ação também analisou a assinatura do contrato por Roberto em nome da empresa contratada, já que a procuração que lhe concedia poderes de representação havia sido emitida cinco dias depois.
Ao longo do processo, foram solucionadas as questões relacionadas às irregularidades apontadas no procedimento de contratação e aos servidores e agentes públicos envolvidos. Em relação à assinatura do contrato, o acordo firmado com o artista estabeleceu como compromisso a criação e entrega de uma nova obra ao Município, assinada e certificada, em homenagem às vítimas do acidente da Chapecoense.
Para o Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, o acordo possibilitou uma solução consensual com resultado concreto para a população de Chapecó.
“Se algum erro houve, esse erro foi reparado a partir da disponibilidade do próprio artista, que entregou à população chapecoense uma belíssima obra”, afirmou o promotor.
A nova obra passa, agora, a integrar o patrimônio cultural e memorial de Chapecó, mantendo viva a lembrança das 71 pessoas que morreram na tragédia de 2016.
Fonte: MPSC
