Foram quase três meses de jejum. Sem balançar as redes desde 19 de outubro, quando abriu a vitória por 2 a 0 sobre o Sport, o colombiano quebrou a incômoda seca de 693 minutos em 11 jogos.
Borré entrou em campo aos 11 do segundo tempo no lugar de João Bezerra. Quatro minutos depois, no primeiro toque na bola, completou de primeira o cruzamento de Aguirre. Era só o começo. Aos 35, Bruno Gomes cobrou escanteio na cabeça do centroavante para a segunda bola na rede.
A atuação já o assegurava como o principal nome em campo, mas não diminuiu o ritmo. Seis minutos depois, recebeu na entrada da área e deu passe de primeira, com categoria, para Allex fechar a goleada.
– É importante aos atacantes. Os gols, o posicionamento da equipe. Seguir trabalhando – afirmou o centroavante colorado.
Prestígio com os chefes
Pezzolano, claro, valorizou a produção. O treinador minimizou a pressão sobre Borré. Ressaltou que o ano ficou abaixo das expectativas pela queda do coletivo. Todavia, reforçou que tem como um dos objetivos o recolocá-lo como protagonista.
— Foi muito criticado, mas é difícil quando o time tem um ano muito pesado. Não foi só o Borré, sofreram todos. Temos de trabalhar e recuperar sua melhor versão. Se seguir trabalhando como está, será um diferencial para nós — aposta o técnico.
Antes de seguir para o vestiário, Borré ganhou um forte abraço de Abel Braga. O diretor técnico conversou com o colombiano e apontou para as arquibancadas, como se pedisse o reconhecimento ao camisa 19 pela atuação.
O Inter sabe como será importante ter o atacante novamente como referente. Será um reforço ao time que luta para um 2026 sem sustos. De preferências, com surpresas e alegrias aos torcedores. "La Máquina" mostrou que está ativa.
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