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Democratas conquistam maioria no Congresso dos EUA e impõem derrota a Trump

Partido assume o controle do Senado e da Câmara dos Representantes após eleições de meio de mandato; resultado deve dificultar a aprovação de propostas do governo republicano.

Democratas conquistam maioria no Congresso dos EUA e impõem derrota a Trump
Foto: Reprodução / Rede Sociais

O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos na madrugada desta quarta-feira (4). O resultado das eleições legislativas de meio de mandato representa uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump, que perde o controle republicano do Legislativo.

Com a vitória, os democratas passam a controlar o Senado e a Câmara dos Representantes. A mudança no equilíbrio de forças em Washington deve aumentar os desafios políticos para o governo americano nos próximos dois anos.

Democratas garantem maioria no Senado e na Câmara

Na atualização mais recente da apuração divulgada pelo g1, os democratas somavam 54 das 100 cadeiras do Senado, contra 44 dos republicanos. Duas vagas ainda aguardavam definição.

Na Câmara dos Representantes, os democratas alcançaram 228 cadeiras, enquanto os republicanos tinham 139. Outros 68 resultados ainda estavam pendentes.

Para conquistar a maioria absoluta na Câmara, são necessários pelo menos 218 assentos. No Senado, o número mínimo é de 51 cadeiras.

Os democratas também conseguiram conquistar 25 distritos que estavam sob controle republicano, ampliando sua presença em diferentes estados americanos. Os números refletem a atualização da apuração naquele momento.

Derrota dificulta agenda de Donald Trump

A perda da maioria nas duas casas representa um obstáculo político para Donald Trump. Com os democratas no controle do Congresso, o presidente terá mais dificuldades para aprovar projetos e avançar com sua agenda de governo.

Apesar do resultado, Trump afirmou que pretende aceitar a decisão dos eleitores e trabalhar com os adversários políticos.

Em entrevista ao jornal americano The New York Times, o presidente declarou estar disposto a aceitar os resultados e buscar entendimentos com integrantes do Partido Democrata.

Trump sinaliza possibilidade de vetar projetos

Mesmo após afirmar que pretende trabalhar com os democratas, Trump sinalizou que poderá utilizar o poder de veto para barrar propostas aprovadas pelo Congresso.

Depois dos primeiros resultados negativos para os republicanos, o presidente publicou a imagem de um boné vermelho com a palavra “veto”.

Dias antes, em entrevista ao podcast Pod Force One, do New York Post, Trump já havia indicado que poderia adotar essa estratégia. Segundo ele, projetos apresentados pelos democratas poderiam ser vetados até que as partes chegassem a um acordo.

Estados registram vitórias importantes dos democratas

Entre os resultados de maior repercussão estão as vitórias democratas em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Carolina do Sul e Ohio.

No Texas, James Talarico derrotou Ken Paxton. Na Carolina do Sul, Annie Andrews venceu Darline Graham. Já em Ohio, Sherrod Brown derrotou o senador republicano Jon Husted.

Os democratas também conquistaram uma cadeira na Carolina do Norte e mantiveram posições disputadas em New Hampshire e na Geórgia.

Na Geórgia, Jon Ossoff foi reeleito senador após derrotar o deputado Mike Collins. Em New Hampshire, Chris Pappas venceu John Sununu e conquistou a vaga que será deixada por Jeanne Shaheen.

Como funcionam as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos?

Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato acontecem a cada dois anos, justamente na metade do período presidencial americano.

Diferentemente do sistema brasileiro, o Congresso dos Estados Unidos passa por uma renovação parcial a cada dois anos.

Os integrantes da Câmara dos Representantes têm mandatos de dois anos. Já os senadores permanecem seis anos no cargo.

Por isso, todas as 435 cadeiras da Câmara são disputadas a cada eleição legislativa. No Senado, que possui 100 vagas, aproximadamente um terço dos assentos entra em disputa a cada dois anos.

Em 2026, 35 cadeiras do Senado estavam em disputa, além de todas as vagas da Câmara dos Representantes.

Fonte: G1, Associated Press e veículos internacionais

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