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Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre fim da escala 6x1

PEC 221/2019, em discussão no Senado, prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre fim da escala 6x1
Foto: Manoella Mello, Globo e Campanha de Flavio Bolsonaro, Divulgação

Lula defende redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de folga e sem redução salarial; Flávio Bolsonaro propõe maior flexibilidade e negociação entre trabalhadores e empresas

Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos à Presidência no segundo turno das Eleições 2026, apresentam propostas diferentes para a jornada de trabalho no Brasil. O fim da escala 6x1 está entre os principais temas discutidos pelas campanhas, em meio à tramitação de uma proposta no Senado Federal.

Lula defende o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A proposta prevê dois dias de repouso semanal remunerado. Segundo o candidato, a mudança permitiria que os trabalhadores tivessem mais tempo para descansar e conviver com a família.

Em vídeo publicado na quarta-feira (7), Lula voltou a defender o modelo de cinco dias de trabalho e dois dias de folga. Ele também afirmou que Flávio Bolsonaro é contrário ao fim da escala 6x1.

Já Flávio Bolsonaro não cita diretamente o fim da escala 6x1 em seu plano de governo. O candidato defende uma jornada de trabalho flexível, com possibilidade de negociação direta entre trabalhador e empresa, dentro dos limites da legislação.

A proposta defendida por Flávio prevê maior liberdade para que cada trabalhador possa definir sua jornada de acordo com suas necessidades. Em conversa com a imprensa, ele classificou como “oportunista” a discussão sobre o fim da escala 6x1 durante o segundo turno.

A PEC 221/2019, em discussão no Senado, prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. O texto também permite a existência de regimes diferenciados, que poderão ser regulamentados por lei e por normas coletivas.

Paralelamente, a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), cria um regime alternativo de pagamento por hora trabalhada. Nesse modelo, trabalhador e empregador poderiam optar pelo contrato tradicional ou por uma modalidade sem teto semanal fixo, com remuneração baseada nas horas trabalhadas.

O debate sobre a jornada de trabalho coloca em lados diferentes as propostas dos dois candidatos à Presidência. Enquanto Lula defende a redução da jornada e o fim da escala 6x1, Flávio Bolsonaro prioriza a flexibilização e a negociação direta entre trabalhadores e empresas.

NSC

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