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Renan Santos descarta apoio no segundo turno; PSD libera bases estaduais

Quarto e quinto colocados no primeiro turno somaram 5,2 milhões de votos; direção nacional do PSD deixou decisão sobre apoio nas mãos dos diretórios estaduais

Renan Santos descarta apoio no segundo turno; PSD libera bases estaduais
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que não pretende apoiar nenhum dos dois candidatos que avançaram para o segundo turno das eleições de 2026. Já o PSD, partido de Ronaldo Caiado, decidiu liberar os diretórios estaduais para definir individualmente eventuais apoios entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Renan terminou o primeiro turno na quarta colocação, com 2,67 milhões de votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos. Caiado ficou em quinto, com 2,60 milhões de votos, ou 2,18%.

Juntos, os dois candidatos receberam cerca de 5,2 milhões de votos, número superior à diferença registrada entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno, que foi de aproximadamente 2,22 milhões de votos.

Renan diz que não apoiará nenhum candidato

Após a consolidação do resultado, Renan Santos realizou uma transmissão ao vivo para comentar a votação e afirmou que não pretende declarar apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro.

Durante a transmissão, o candidato também afirmou que seus eleitores devem decidir livremente como votar no segundo turno.

Caiado evita declarar apoio

Ronaldo Caiado comentou o resultado após a confirmação de que Lula e Flávio Bolsonaro disputarão o segundo turno.

O ex-governador de Goiás afirmou que não venceu a eleição, mas avaliou que encerrou a disputa mantendo sua posição política.

“Eu, neste momento, vocês sabem, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, afirmou Caiado a jornalistas.

Por Agência Brasil 

PSD libera diretórios estaduais

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, informou em nota divulgada na noite de domingo (4) que a legenda não adotará uma orientação nacional única para o segundo turno.

Segundo Kassab, os diretórios estaduais, parlamentares, lideranças partidárias, filiados e militantes terão liberdade para definir seus posicionamentos na disputa presidencial.

A decisão considera a diversidade de alianças construídas pelo partido nos estados durante as eleições.

Com isso, eventuais apoios do PSD a Lula ou Flávio Bolsonaro poderão variar de acordo com as decisões tomadas pelas estruturas estaduais da legenda.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no dia 25 de outubro.

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