Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos senadores pelo Paraná nas eleições deste domingo (4). Os dois ocuparão as cadeiras atualmente pertencentes a Flávio Arns e Oriovisto Guimarães.
Até as 19h30, com 99,07% das urnas apuradas, Filipe Barros somava mais de 3,1 milhões de votos, correspondentes a 27,3% dos votos válidos. Deltan Dallagnol aparecia em segundo, com mais de 2,8 milhões de votos e 25,1% dos votos válidos.
Apesar da vitória nas urnas, a situação de Dallagnol ainda depende de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia indeferido individualmente o registro da candidatura de Dallagnol ao Senado. A decisão também determinava que os votos recebidos pela chapa fossem considerados nulos.
Neste domingo (4), porém, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e manteve o registro de Dallagnol na condição de “deferido com recurso”. Com isso, os votos recebidos pelo candidato são processados normalmente, mas a validade da eleição ainda depende do julgamento definitivo pelo plenário do tribunal.
Caso Dallagnol seja considerado inelegível, a chapa não poderá assumir a vaga no Senado. Nesse cenário, os suplentes não ocupariam automaticamente a cadeira, podendo ser necessária uma nova eleição para o cargo.
Filipe Barros
Natural de Londrina, no norte do Paraná, Filipe Barros tem 35 anos e é formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Ele iniciou a carreira política como vereador de Londrina, eleito em 2016. Em 2018, foi eleito deputado federal pelo então PSL. Posteriormente, passou pelo União Brasil e, em 2022, filiou-se ao PL, partido pelo qual foi reeleito deputado federal.
Atualmente, Barros preside o diretório estadual do PL no Paraná.
Deltan Dallagnol
Natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, Deltan Dallagnol é formado em Direito e possui mestrado pela Harvard Law School. Ele atuou como procurador da República entre 2003 e 2021 e ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Paraná com mais de 340 mil votos, sendo o candidato mais votado do estado para a Câmara dos Deputados.
Em 2023, porém, o TSE cassou, por unanimidade, o registro de sua candidatura, decisão que resultou na perda do mandato.
Na eleição deste domingo, Dallagnol voltou a disputar um cargo eletivo, desta vez para o Senado. A candidatura foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) por 4 votos a 3, mas a decisão foi posteriormente questionada no TSE.
A definição sobre a validade dos votos e a possibilidade de Dallagnol assumir o mandato ainda depende do julgamento do plenário do Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: TSE
