O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou envolvimento em atos de violência, intimidação, perseguição ou ameaça durante novo depoimento prestado à Polícia Federal nesta quarta-feira, 30.
A oitiva ocorreu por videoconferência e faz parte das investigações da Operação Compliance Zero. Segundo a Polícia Federal, o empresário é apontado como responsável pela coordenação de uma estrutura que teria envolvido diferentes núcleos e estaria relacionada a suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio e obstrução da Justiça.
Vorcaro está preso preventivamente na Papudinha. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, sob o argumento de risco de interferência nas investigações.
Em nota, a defesa negou as acusações e afirmou que o empresário jamais praticou, determinou ou participou de atos de violência, intimidação, perseguição ou ameaça. Os advogados também sustentam que, após meses de investigação, não foram identificadas vítimas relacionadas a esses fatos.
A defesa afirmou ainda que as expressões “A Turma” e “Os Meninos” não representariam estruturas criminosas organizadas. Segundo os advogados, eventuais declarações feitas por Vorcaro ocorreram em momentos de indignação e não resultaram em ações contra terceiros.
Durante o depoimento, o empresário afirmou conhecer apenas Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, com quem mantinha contrato formal relacionado a serviços de inteligência e segurança digital.
As investigações seguem em andamento.
