Anomalia precoce no mar surpreende meteorologistas e acende sinal de alerta para ondas de calor e temporais no país às vésperas do pico do El Niño
O monitoramento diário da plataforma online interativa desenvolvida pelo Instituto de Mudanças Climáticas da Universidade do Maine, formado com a partir de dados da NOAA, aponta que as anomalias no Niño 3.4, uma das principais faixas do Oceano Pacífico Equatorial usadas para acompanhar a evolução fenômeno, já superam os 3°C.
Além disso, o relatório semanal da agência americana também é preocupante, já que os dados indicam que a faixa teve uma anomalia média de 2,1°C na última semana, valor classificado como “muito forte”.
A projeção da NOAA indica que o fenômeno vai se fortalecer até o fim do ano, com 75% de chances de se tornar o El Niño mais forte da história. Em agosto, a probabilidade era de 69%.
El Niño pode atingir nível “super” em breve
Oficialmente, “super El Niño” não é uma classificação científica. O termo é usado popularmente para episódios considerados muito fortes, quando o índice de temperatura atinge ou supera 2°C acima da média.
Segundo um monitoramento realizado pela NOAA, a probabilidade é de 93% de o fenômeno atingir intensidade muito forte neste trimestre, entre os meses de setembro, outubro e novembro.
Na figura, a sequência dos três gráficos com alta probabilidade de El Ninõ forte indicam que o fenômeno terá grande intensidade a partir do mês de setembro. Apesar do cenário, a NOAA ressalta que um El Niño mais forte não provoca necessariamente impactos maiores em todas as regiões. Os efeitos também dependem dos sistemas meteorológicos, da umidade do solo e das vulnerabilidades de cada local.
Segundo informações do g1, a expectativa de climatologistas é que o momento de maior aquecimento do oceano aconteça entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Primavera é período de atenção em SC
De acordo com a meteorologista Laura Rodrigues, da Epagri, em Santa Catarina a preocupação é durante os meses de primavera, em que normalmente há um aumento da frequência e da intensidade dos sistemas meteorológicos que provocam chuvas e tempestades. Dessa forma, a combinação torna a primavera o período de maior atenção desde o estabelecimento do fenômeno El Niño.
NSC
