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Chuvas e enchentes aumentam risco de leptospirose; saiba como se proteger

Doença pode apresentar sintomas até 30 dias após o contato com água contaminada; Paraná registrou 208 casos e 12 mortes entre janeiro e agosto de 2026

Chuvas e enchentes aumentam risco de leptospirose; saiba como se proteger
Foto: Reprodução/RPC

Períodos de chuva forte e alagamentos exigem atenção não apenas durante as enchentes, mas também nos dias seguintes. O contato com água e lama contaminadas pode aumentar o risco de leptospirose, doença que pode evoluir para quadros graves.

Entre janeiro e agosto de 2026, o Paraná registrou 208 casos e 12 mortes por leptospirose, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). No mesmo período de 2025, foram 226 casos e 16 óbitos.

A doença é causada pela bactéria Leptospira, encontrada principalmente na urina de ratos. A contaminação pode ocorrer quando uma pessoa entra em contato com água ou lama contaminadas, especialmente por meio de ferimentos na pele, mucosas ou pela permanência prolongada em áreas alagadas.

Sintomas podem aparecer dias depois da enchente

Um dos principais cuidados é continuar atento à saúde mesmo depois que a água baixar. Os sintomas da leptospirose costumam aparecer entre cinco e 14 dias após a exposição, mas podem surgir até 30 dias depois da contaminação.

Entre os principais sinais estão febre alta, dor de cabeça, dores musculares, principalmente nas panturrilhas, dores nas articulações, náuseas, vômitos, diarreia e pele ou olhos amarelados.

Quem teve contato com água ou lama de enchentes e apresentar sintomas deve procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) o quanto antes. O tratamento é realizado com antibióticos e, nos casos mais graves, pode ser necessária internação.

Curitiba concentra maior número de casos na região

Na área atendida pela 2ª Regional de Saúde, que reúne 29 municípios de Curitiba e Região Metropolitana, foram registrados 101 casos de leptospirose nas primeiras 34 semanas de 2026, contra 115 no mesmo período de 2025.

Curitiba concentra o maior número de registros em 2026, com 53 casos. Piraquara e Contenda aparecem na sequência, com oito casos cada, enquanto Balsa Nova soma seis.

No mesmo período, a região registrou oito mortes por leptospirose em 2026, ante nove em 2025. Cinco dos óbitos deste ano ocorreram em Curitiba, dois em Quatro Barras e um em Piraquara.

Como evitar a leptospirose após chuvas e alagamentos

Alguns cuidados ajudam a diminuir o risco de contaminação:

  • Evite contato com água e lama de enchentes;

  • Use botas e luvas impermeáveis durante a limpeza de áreas atingidas;

  • Mantenha lixo e alimentos armazenados corretamente;

  • Evite o acúmulo de entulhos que possam servir de abrigo para roedores;

  • Consuma apenas água tratada;

  • Lave o corpo com água e sabão após qualquer contato com água de enchente.

Depois de uma enchente, a atenção deve continuar. Quem teve contato com água de alagamento deve observar o aparecimento de sintomas nas semanas seguintes e procurar atendimento de saúde diante de qualquer sinal da doença.

RPC PR

 

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