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Suspeito de atacar indígena com cerca de 60 facadas é preso após dois inocentes serem detidos

Vítima negou participação dos dois indígenas apontados inicialmente e ajudou a polícia a identificar o verdadeiro autor do crime

Suspeito de atacar indígena com cerca de 60 facadas é preso após dois inocentes serem detidos
Foto: Polícia Civil do Paraná

Um homem foi preso na quarta-feira (2), em Guaíra, no Oeste do Paraná, suspeito de atacar um indígena com cerca de 60 facadas. A vítima ficou internada em estado grave em um hospital de Toledo, mas se recuperou e recebeu alta.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou o crime. Ele teria atacado a vítima após um desentendimento enquanto os dois consumiam bebidas na comunidade indígena.

O crime aconteceu na madrugada de 10 de agosto, nas proximidades da Aldeia Tekoha Mirim. A vítima foi encontrada gravemente ferida na Estrada da Faixinha e socorrida pelo Samu.

Dois indígenas foram presos por engano

Logo após o ataque, dois indígenas foram presos após serem apontados como autores pelo cacique da comunidade. Outras testemunhas também confirmaram a acusação durante depoimentos à Justiça.

Com base nos relatos e em roupas apreendidas, um dos homens foi preso em flagrante e a prisão preventiva do outro foi autorizada pela Justiça.

A situação mudou depois que a vítima recebeu alta e foi ouvida pela polícia. Ela afirmou que os dois presos não tinham participação no ataque.

Diante da nova informação, o delegado Ildelúcio Oliveira Melo solicitou ao Ministério Público a revogação das prisões, e os dois homens foram libertados.

Vítima ajudou a polícia a chegar ao verdadeiro suspeito

Após se recuperar, a vítima forneceu informações sobre os responsáveis pelo ataque. A partir dos dados, os investigadores identificaram dois suspeitos.

Um deles confessou o crime durante o interrogatório e relatou que a agressão ocorreu após uma discussão com a vítima.

Como não houve flagrante, ele chegou a ser liberado após prestar depoimento. Posteriormente, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva, que foi cumprida pela Polícia Civil.

A motivação do ataque continua sendo investigada.

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