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Condutor é indiciado por homicídio doloso após acidente que matou jovem de 17 anos

Condutor do Ford Del Rey foi indiciado por homicídio doloso; polícia identificou sinais de alteração psicomotora e invasões da pista contrária

Condutor é indiciado por homicídio doloso após acidente que matou jovem de 17 anos
Foto: Conexão 24 Horas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão, concluiu nesta segunda-feira (31) a investigação sobre a morte de Angelo Gabriel de Souza Giraldelo, de 17 anos, vítima de um acidente de trânsito ocorrido na madrugada de 23 de agosto de 2026, em Francisco Beltrão.

Ao final do inquérito, o motorista de um Ford Del Rey, envolvido na colisão, foi indiciado pela prática de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual.

Segundo a investigação, o homem trafegava pela Avenida Natalino Faust quando colidiu frontalmente com a motocicleta conduzida por Angelo. O adolescente morreu ainda no local em decorrência dos ferimentos.

Durante as diligências, a Polícia Civil ouviu policiais militares e testemunhas e analisou registros audiovisuais que ajudaram a esclarecer a dinâmica do acidente.

Polícia identificou sinais de alteração

Conforme os elementos reunidos no inquérito, o motorista apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora e se recusou a realizar o teste do etilômetro.

Um termo de constatação registrou olhos avermelhados, hálito alcoólico, dificuldade de equilíbrio e fala alterada.

A investigação também apontou que o Ford Del Rey vinha invadindo repetidamente a pista destinada ao tráfego no sentido contrário antes da colisão.

O comportamento chamou a atenção de ocupantes de outro veículo que trafegava logo atrás. Eles passaram a registrar a situação com um celular e a gravação captou o momento em que o Del Rey invadiu novamente a contramão e atingiu frontalmente a motocicleta.

Indiciamento por dolo eventual

Para a Polícia Civil, a análise conjunta das circunstâncias indica que o motorista, mesmo apresentando sinais de alteração psicomotora e diante do risco evidente provocado pelas sucessivas invasões da pista contrária, continuou dirigindo e teria assumido o risco de produzir um resultado fatal.

No dolo eventual, o agente não necessariamente deseja diretamente a morte, mas prevê a possibilidade de que o resultado ocorra e, ainda assim, prossegue com a conduta, aceitando o risco.

No caso investigado, a PCPR considerou que a persistência na condução do veículo, associada à alteração da capacidade psicomotora e às repetidas invasões da contramão, teria ultrapassado, em tese, os limites da simples imprudência.

Com a conclusão da investigação, o motorista foi formalmente indiciado por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual.

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará prosseguimento às providências cabíveis.

Portal Tri, com informações Polícia Civil

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