Um caminhoneiro do Paraná está há mais de sete dias parado na Argentina devido a uma forte nevasca que bloqueou a passagem entre o país e o Chile. Marcos Andrade da Costa, de 50 anos, morador de Foz do Iguaçu, transportava uma carga de 25 toneladas de ração de peixe e aguarda a reabertura do Paso Pino Hachado para seguir viagem.
O motorista está entre centenas de caminhoneiros retidos pela neve em diferentes pontos da fronteira. Segundo ele, a situação é complicada, mas o local onde está possui estrutura com mercado e outros serviços.
Outros caminhoneiros paranaenses também enfrentam longas esperas. Fernando Schillreff, também de Foz do Iguaçu, está há cerca de 20 dias aguardando em Mendoza, na Argentina, para seguir viagem ao Chile. Ele relata que aproximadamente 400 caminhões, entre brasileiros e paraguaios, estão parados no local.
Já Paulo Sutil, de Santa Terezinha de Itaipu, está no lado chileno da fronteira, em Los Andes, aguardando desde o dia 11 de julho. Ele conta que a empresa disponibilizou um espaço com estrutura para os motoristas e que eles conseguem comprar alimentos e preparar refeições nos próprios caminhões.
As travessias do Paso Pino Hachado e do Paso Los Libertadores seguem bloqueadas devido às condições climáticas e ao acúmulo de neve nas rodovias. A liberação depende da melhora do tempo e dos trabalhos de limpeza das pistas.
Situações semelhantes já ocorreram em anos anteriores, quando caminhoneiros brasileiros ficaram retidos na região da Cordilheira dos Andes devido a fortes nevascas e interdições nas estradas.
