O servidor da Prefeitura de Itapema, Ricardo Amaro de Lima, de 49 anos, foi morto dentro da própria residência, na Rua 416, no bairro Morretes, na noite de sexta-feira (31). A ocorrência foi inicialmente atendida pela Polícia Militar como um possível roubo em andamento.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram Ricardo já sem vida. O caso chegou a ser registrado como latrocínio (roubo seguido de morte), mas o rumo das investigações mudou poucas horas depois.
Segundo a Polícia Militar, o filho da vítima, de 18 anos, confessou participação no crime e afirmou que planejou a morte do pai juntamente com outros dois homens. Conforme o depoimento, a motivação teria surgido após uma conversa envolvendo problemas familiares.
Ainda de acordo com o relato do jovem, a ação ocorreu na entrada da residência e envolveu agressões com um cassetete e golpes de faca. A Polícia Civil ressalta que a versão apresentada pelos envolvidos ainda será analisada durante a investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos e a participação de cada suspeito.
As investigações apontam que três pessoas participaram do crime. O filho da vítima e um homem de 20 anos foram presos. Um terceiro suspeito, também de 20 anos, fugiu levando uma das motocicletas da residência e continua sendo procurado pelas forças de segurança.
Após o homicídio, duas motocicletas foram levadas do imóvel. Uma delas pertencia a Ricardo Amaro de Lima e a outra estava registrada em nome da mãe do jovem. Uma das motos já foi recuperada.
Ricardo Amaro de Lima era servidor da Prefeitura de Itapema e, segundo relatos de pessoas próximas, era reconhecido pela dedicação ao trabalho. Amigos informaram que ele costumava fazer horas extras, inclusive nos finais de semana, para ajudar a custear a faculdade do filho.
O prefeito de Itapema, Alexandre Xepa, esteve no local do crime e prestou homenagens ao servidor.
Os dois suspeitos presos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para localizar o terceiro envolvido, reunir novas provas e definir a responsabilidade de cada participante.
Fonte: Jornal Razão.
