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Audiências sobre tarifa de 25% a produtos brasileiros começam nesta segunda-feira

Flávio Bolsonaro participará da discussão na terça-feira, enquanto governo brasileiro e representantes do setor produtivo tentam barrar a criação de novas barreiras comerciais

Audiências sobre tarifa de 25% a produtos brasileiros começam nesta segunda-feira
Foto: Ilustrativa

Os Estados Unidos iniciam nesta segunda-feira (6) uma série de audiências públicas para discutir a proposta de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O debate faz parte de uma investigação comercial aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Section 301 do Trade Act.

Ao longo da semana, representantes do setor produtivo, autoridades, especialistas e entidades empresariais dos dois países vão apresentar argumentos sobre a proposta, que poderá resultar em novas barreiras comerciais contra o Brasil. Entre os participantes está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fará sua manifestação nesta terça-feira (7). Também devem participar o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, além de representantes da Confederação Nacional da Indústria e da indústria calçadista.

A investigação dos Estados Unidos analisa seis áreas consideradas sensíveis por Washington: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix; tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado brasileiro de etanol; e desmatamento ilegal.

Ao fim das audiências, o governo do presidente Donald Trump poderá decidir se aplica ou não a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Em manifestação protocolada no USTR, Flávio Bolsonaro pediu a suspensão da proposta e defendeu uma negociação bilateral. Segundo o senador, a taxação ampla prejudicaria empresas e consumidores dos dois países.

O governo brasileiro também apresentou defesa formal ao USTR, contestando os fundamentos da investigação. Na manifestação, sustenta que não há comprovação de práticas discriminatórias contra empresas americanas e afirma que o Pix é uma infraestrutura pública aberta, com acesso não discriminatório.

Os depoimentos apresentados nesta semana devem servir de base para a decisão final da Casa Branca sobre a possível aplicação da tarifa contra produtos brasileiros.

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