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Bolsonaro entrega 11 armas à Polícia Federal após Moraes manter prisão domiciliar

Decisão de Alexandre de Moraes mantém a prisão domiciliar de Bolsonaro e determina a entrega de arsenal com pistolas, fuzis e espingardas à PF

Bolsonaro entrega 11 armas à Polícia Federal após Moraes manter prisão domiciliar
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) entregará, nesta segunda-feira (6), as armas em nome dele à PF (Polícia Federal) no Distrito Federal (DF), em cumprimento à decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que também decidiu manter a prisão domiciliar do ex-presidente.

Na mesma determinação, o ministro revogou o porte de arma de Bolsonaro, cancelou seu CR (Certificado de Registro) de Colecionador, CAC (Atirador Desportivo e Caçador) e ordenou a apreensão de todo o arsenal vinculado ao ex-presidente.

Entre os armamentos citados na decisão do ministro Alexandre de Moraes, 11 modelos de armas serão entregues à Polícia Federal. Veja lista:

  • Pistola Taurus, calibre .380 (permitido);
  • Pistola Taurus, calibre .40 Smith & Wesson (restrito);
  • Pistola Glock, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito);
  • Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62×51 mm (restrito);
  • Espingarda Typhoon, calibre 12 GA (restrito);
  • Pistola Arex, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito);
  • Pistola SIG Sauer, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito);
  • Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA (permitido).
  • Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56×45 mm (restrito)
  • Pistola Caracal, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito)

Segundo os advogados, todas as armas relacionadas na decisão judicial serão entregues, com exceção de dois armamentos da fabricante Caracal.

De acordo com a defesa, esses equipamentos já haviam sido repassados anteriormente ao TCU (Tribunal de Contas da União), em cumprimento a outra determinação do próprio ministro Alexandre de Moraes.

Moraes decidiu manter a prisão domiciliar do ex-presidente por tempo indeterminado e acompanhou o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que concluiu não haver comprovação de falta disciplinar suficiente para justificar o retorno imediato ao regime fechado.

Na decisão, Moraes afirmou que a “efetiva consumação da falta grave” não ficou comprovada e destacou que Bolsonaro apresentou melhora em seu estado de saúde durante o período de prisão domiciliar, tanto em relação ao quadro de broncopneumonia aspirativa quanto às demais comorbidades apresentadas pela defesa.

Apesar da manutenção da prisão domiciliar, o ministro reforçou que permanecem em vigor todas as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de utilizar redes sociais e de manter comunicação externa sem autorização judicial.

Moraes advertiu que o eventual descumprimento das restrições poderá resultar na revogação da prisão domiciliar humanitária, com o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado.

Nd+

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