Um vídeo que mostra um suposto objeto voador não identificado (OVNI) sobre uma área de mata no Paraná vem chamando a atenção de especialistas e provocando debates nas redes sociais. As imagens foram registradas no domingo (31) pelo influenciador Mayk Leão e estão sendo analisadas pelo Departamento de Astronomia do Observatório Cosmos, ligado ao Museu de Ufologia, História e Ciência.
De acordo com os pesquisadores, as análises preliminares não apontam indícios de que o vídeo tenha sido manipulado, editado ou produzido com uso de inteligência artificial. Diante disso, a principal hipótese considerada até o momento é a de um fenômeno anômalo não identificado (UAP, na sigla em inglês) — termo adotado para eventos observados no espaço aéreo que ainda não possuem explicação conhecida.
O registro mostra luzes sobre uma área de mata fechada durante o entardecer. Segundo Mayk Leão, o objeto apresentava luzes coloridas, permaneceu parado por alguns instantes e, em seguida, desapareceu repentinamente.
“Acho que acabei de ver uma nave alienígena gigantesca. Meu conteúdo não é esse, eu trabalho com resgate de animais, mas aconteceu algo sem explicação no sítio. Tinha algo parado em cima da minha casa, fez barulho. Não era avião nem drone. Era muito grande, com muitas luzes coloridas. Foi surreal”, relatou o influenciador.
O professor Hernan Mostajo, diretor do observatório e do museu, afirmou que não há sinais iniciais de fraude nas imagens. Em entrevista ao SBT News, ele explicou que algumas hipóteses comuns já podem ser praticamente descartadas.
“Não há nada que indique, neste primeiro momento, que a imagem tenha sido manipulada, adulterada ou criada por inteligência artificial. Essa hipótese já foi descartada inicialmente. Ainda precisamos de mais dados para concluir do que se trata, mas, a princípio, não parece ser nada conhecido”, afirmou.
Segundo o especialista, drones, satélites, balões meteorológicos e lixo espacial não se encaixam no comportamento observado, já que o objeto aparenta pairar sobre a vegetação, sem apresentar deslocamento típico ou trajetória de queda.
Outro ponto considerado relevante é a localização do avistamento. A área é composta por mata fechada, o que dificultaria a operação de drones. Além disso, conforme o relato do influenciador, não há casas, estradas ou fontes de iluminação próximas ao local.
Mayk Leão também afirmou que animais da região demonstraram comportamento incomum horas antes do avistamento. Para Hernan Mostajo, esse detalhe chama atenção, já que animais costumam ser sensíveis a alterações ambientais e podem reagir antes dos seres humanos a determinadas mudanças no ambiente.
Os especialistas analisam ainda o desaparecimento repentino do objeto. Entre as hipóteses levantadas estão o desligamento das luzes, a saída do campo de visão do observador ou limitações da câmera do celular e da visão humana para captar determinadas frequências luminosas. Também não se descarta a possibilidade de o fenômeno ter se manifestado apenas temporariamente no campo visual.
Apesar da repercussão do caso, a Força Aérea Brasileira informou nesta terça-feira (2) que não registrou qualquer ocorrência anormal na região. Em nota, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo afirmou que nenhum objeto desconhecido foi identificado pelos radares de defesa aérea nem reportado por aeroportos locais no dia 31 de maio.
“A Força Aérea Brasileira informa que nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea ou reportado por aeroportos locais com informações de objetos desconhecidos. O controle do espaço aéreo ocorreu dentro da normalidade”, informou a FAB.
Segundo Hernan Mostajo, a investigação ainda está em fase preliminar e não permite conclusões definitivas sobre a origem do fenômeno. Mesmo assim, ele destaca que o caso se diferencia de registros comuns.
“Até o momento, estamos diante de um fenômeno raríssimo, autêntico e ainda desconhecido nesta fase preliminar da análise. Apesar da baixa qualidade da imagem, todo o contexto chama atenção. É um grande mistério”, concluiu.
