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Implante contraceptivo será ofertado gratuitamente na Rede Municipal de Saúde

Município já recebeu 187 unidades do Implanon e a expectativa da Secretaria de Saúde é disponibilizar o método por meio do SUS a partir de junho

Implante contraceptivo será ofertado gratuitamente na Rede Municipal de Saúde
Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

A Administração Municipal de Maravilha avança para ofertar mais uma opção de método contraceptivo gratuito através do SUS: o Implanon - um implante subdérmico contraceptivo, que atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. A Secretaria Municipal de Saúde aderiu ao programa federal, e a expectativa é que este método esteja disponível na rede pública municipal de saúde a partir de junho.

A coordenadora da Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Maravilha, enfermeira Márcia Baratto, explica que os municípios brasileiros recebem o Implanon do Ministério da Saúde, em conjunto com as Secretarias Estaduais, mediante adesão ao programa de planejamento reprodutivo, onde a entrega é condicionada à qualificação e capacitação dos
profissionais de saúde.

A médica Dra. Nádia Agostini Favero e a enfermeira Elisandra Balbinot, ambas da Secretaria de Saúde de Maravilha, participaram de uma oficina de qualificação sobre o implante contraceptivo entre os dias 13 e 14 de maio. A capacitação faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para ampliar a oferta do método na rede pública, qualificando médicos e enfermeiros para a inserção, retirada e acompanhamento do implante, além de fortalecer as ações de saúde sexual e reprodutiva na atenção primária. “Avalio positivamente como um grande avanço no acesso aos direitos reprodutivos”, pontua a Dra. Nádia Agostini Favero. 

Neste momento, a Secretaria se organiza para iniciar os atendimentos. Até o momento, o Município recebeu 187 unidades do Implanon.
 
Sobre o método

O implante subdérmico atua no organismo por até três anos e, após esse tempo, deve ser retirado. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção. Se houver interesse, um novo dispositivo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. De acordo com o Ministério da Saúde, o implante é um pequeno bastão, com cerca de 3 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, contendo hormônios sintéticos que bloqueiam a ovulação. Ele é inserido no braço da mulher, e seu mecanismo de ação envolve a liberação contínua desses hormônios na corrente sanguínea, o que impede a ovulação e causa a atrofia do endométrio, prevenindo assim a gravidez.

É importante ressaltar que, cada método contraceptivo possui vantagens e desvantagens, que devem ser discutidas com o profissional de saúde antes de tomar uma decisão.

A enfermeira Márcia Baratto também destaca que o procedimento de inserção é simples, realizado ambulatorialmente, por enfermeiros e médicos capacitados. 
 
Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
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