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STF define futuro da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil

Corte analisa validade de norma que obriga empresas com mais de 100 funcionários a divulgar relatórios de transparência salarial

STF define futuro da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil
Foto: Divulgação

Supremo Tribunal Federal retoma nesta quinta-feira (14), em Brasília, o julgamento que vai definir a validade da legislação sobre igualdade salarial entre homens e mulheres no país.

A análise envolve a Lei 14.611/2023, sancionada em 2023, que estabelece regras para ampliar a transparência na remuneração dentro das empresas. O voto do relator, Alexandre de Moraes, é aguardado como um dos principais momentos do julgamento.

O que determina a lei

A norma estabelece que empresas com mais de 100 funcionários devem divulgar relatórios periódicos contendo informações sobre critérios remuneratórios e políticas salariais. Os dados precisam ser enviados ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Além disso, caso sejam identificadas diferenças salariais consideradas incompatíveis com a legislação, as empresas poderão ser obrigadas a elaborar planos de ação com metas e prazos para corrigir as distorções encontradas.

Argumentos apresentados contra a norma

Entidades do setor empresarial questionam a constitucionalidade da medida. A Confederação Nacional da Indústria, a Confederação Nacional do Comércio e o Partido Novo argumentam que a divulgação de informações pode expor dados estratégicos das empresas e afetar princípios ligados à livre iniciativa.

As entidades também sustentam que diferenças remuneratórias podem ocorrer por fatores considerados legítimos, como tempo de serviço, produtividade, experiência profissional e gratificações individuais.

Argumentos favoráveis à manutenção da lei

Em defesa da legislação, centrais sindicais e entidades ligadas aos trabalhadores afirmam que a transparência salarial pode contribuir para reduzir desigualdades históricas no mercado de trabalho.

Central Única dos Trabalhadores, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos e outras instituições defendem que a medida fortalece princípios de igualdade e justiça social, além de ampliar mecanismos para identificar possíveis disparidades remuneratórias.

Próximos passos

A expectativa é que, após o início dos votos dos ministros, o STF estabeleça entendimento definitivo sobre os limites da atuação do poder público em relação à transparência salarial exigida das empresas. A decisão poderá impactar diretamente a forma como grandes companhias divulgam e administram suas políticas de remuneração no Brasil.

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