O Ministério da Saúde informou que o risco global de surto de hantavírus permanece baixo, conforme avaliação da OMS/Opas (Organização Mundial da Saúde). Casos confirmados e suspeitos ocorreram em um navio com histórico de circulação na América do Sul, mas, até o momento, não há impacto direto para o Brasil, segundo a pasta.
O Ministério da Saúde reforçou ainda que não há registro da circulação do genótipo Andes, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrado na Argentina e no Chile, em território brasileiro. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas.
Os dois casos confirmados de hantavírus no Paraná neste ano não têm qualquer relação com a situação internacional monitorada pela OMS.
Como o hantavírus é transmitido
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que pode comprometer pulmões e coração.
O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas presentes no ambiente contaminado. Especialistas destacam que a transmissão entre pessoas do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer em contatos próximos e prolongados.
Cenário para um possível surto de hantavírus no Brasil
Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. Os dados recentes apontam tendência de redução. Em 2025 foram registrados 35 casos e 15 óbitos (menor número desde o início da série histórica). Já em 2026 foram 7 casos e 1 óbito até o momento.
No Brasil, foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas foi registrada. A hantavirose é uma doença de notificação compulsória no país há mais de duas décadas, o que permite o monitoramento contínuo dos casos humanos e dos genótipos virais circulantes.
Alerta em navios
Apesar do baixo risco, ambientes como navios de cruzeiro exigem atenção devido à grande circulação de pessoas e ao compartilhamento de espaços fechados. Até o momento, as medidas de isolamento e controle adotadas pelas autoridades sanitárias internacionais são consideradas adequadas para reduzir o risco de disseminação.
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