Um caso que chocou o litoral paulista envolve a morte do menino Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, e a execução do padrasto Luan Henrique Silva de Almeida, de 31, ocorridas em um intervalo de poucas horas.
A criança deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cubatão já em parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, o menino não resistiu. Profissionais de saúde identificaram diversos sinais de agressão, como hematomas, manchas roxas e lesões pelo corpo.
Inicialmente, a mãe relatou ter encontrado o filho desacordado no banheiro após o banho. Posteriormente, apresentou uma nova versão à polícia, afirmando que estava fora de casa quando foi informada pelo companheiro de que a criança havia passado mal dentro do carro. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação reforçaram essa segunda versão, segundo a Polícia Civil de São Paulo.
Após deixar o menino na unidade de saúde, Luan fugiu e passou a ser procurado pelas autoridades, sendo apontado como principal suspeito pela morte do enteado.
Horas depois, no sábado (2), ele foi baleado no bairro Ribeirópolis, em Praia Grande, e socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Durante o trajeto até uma unidade hospitalar, a ambulância foi interceptada por homens armados, que invadiram o veículo e efetuaram diversos disparos contra o suspeito, que morreu no local.
Além do caso envolvendo a morte do enteado, Luan também era investigado por suposta participação no assassinato do policial civil Evandir Pedro de Alcântara, ocorrido em 2014 no litoral paulista.
A Polícia Civil segue investigando tanto a morte da criança quanto a execução do suspeito.
G1
