Calorias são unidades de medida que indicam a quantidade de energia que alimentos e bebidas fornecem ao organismo. Essa energia é essencial para manter funções vitais, como respirar, regular a temperatura corporal, produzir proteínas e manter o coração em funcionamento.
Ao ingerir um alimento, o sistema digestivo quebra os nutrientes e libera energia. Parte dela é usada imediatamente em atividades do dia a dia, como caminhar ou estudar. O restante pode ser armazenado, principalmente na forma de gordura ou como carboidratos no fígado e nos músculos, servindo como reserva para momentos de necessidade.
De acordo com a nutricionista sênior do Hospital Israelita Albert Eistein, Fabiana Aparecida Rasteiro, embora alimentos possam ter o mesmo valor calórico, seus efeitos no organismo são diferentes.
“Enquanto frutas oferecem vitaminas, fibras e minerais, produtos ultraprocessados costumam ter altos níveis de açúcar, gordura e sódio, com baixo valor nutricional”, explica a profissional.
Esse fator influencia diretamente a forma como o corpo utiliza e armazena energia. O chamado balanço energético — relação entre consumo e gasto de calorias — é determinante para o peso corporal.
Tanto o excesso quanto a falta de calorias podem trazer prejuízos à saúde. O consumo elevado está associado à obesidade e doenças como diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Já a ingestão insuficiente pode causar fraqueza, perda de massa muscular e, em casos extremos, comprometer funções vitais.
“Não existe uma quantidade ideal única de calorias para todas as pessoas. As necessidades variam conforme idade, sexo, peso, altura e nível de atividade física”, destaca a nutricionista.
Por isso, especialistas recomendam avaliação individualizada e acompanhamento profissional para garantir uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades de cada organismo.
