A Polícia Militar emitiu um alerta após o aumento de casos de estelionato em Concórdia e municípios da região Oeste de Santa Catarina. Segundo a corporação, os criminosos estão cada vez mais organizados e utilizam técnicas sofisticadas para aplicar golpes, atingindo diferentes perfis de vítimas.
Conforme a PM, não há um público específico alvo dos golpistas. Eles agem com aparência de normalidade, boa comunicação e histórias convincentes, geralmente criando situações de urgência para pressionar as vítimas. Essa estratégia dificulta a reação e aumenta as chances de sucesso dos crimes.
Entre os métodos mais comuns está o uso da chamada engenharia social, técnica que explora emoções como medo, confiança e desinformação. Com isso, os criminosos conseguem induzir pessoas a realizar transferências bancárias, pagamentos ou até fornecer dados pessoais e senhas.
Os golpes mais frequentes envolvem o uso do WhatsApp, com perfis falsos que se passam por familiares e pedem dinheiro com urgência. Também são registrados casos de clonagem de contas, geralmente após o compartilhamento de códigos de verificação. Outro tipo recorrente são as falsas ligações de bancos, nas quais golpistas se apresentam como funcionários para obter dados e induzir transferências.
Além disso, há o envio de links fraudulentos que levam a páginas falsas, criadas para roubar informações sensíveis. No comércio eletrônico, criminosos atuam como falsos intermediadores de vendas, desviando valores de negociações. Também são comuns fraudes com comprovantes falsos, boletos adulterados e anúncios com preços muito abaixo do mercado.
Golpes mais antigos continuam sendo aplicados, como o falso sequestro, usado para extorquir dinheiro por meio de ameaças, e o golpe do bilhete premiado, que costuma atingir pessoas mais vulneráveis. Outro crime em crescimento é o “golpe do amor”, no qual o criminoso cria um vínculo afetivo com a vítima antes de pedir dinheiro.
A Polícia também chama atenção para o uso recente de inteligência artificial. Com poucos segundos de áudio, golpistas conseguem imitar a voz de familiares ou conhecidos, tornando os pedidos ainda mais convincentes.
Outra prática identificada envolve crimes relacionados a veículos furtados ou roubados. Nesse caso, criminosos monitoram redes sociais em busca de publicações de vítimas e utilizam ferramentas de edição e inteligência artificial para manipular imagens, simulando que estão com o veículo. Em seguida, entram em contato exigindo pagamento para devolução, usando as imagens falsas como forma de pressão.
A orientação das autoridades é para que não sejam realizados pagamentos nesse tipo de situação, interromper o contato e procurar a polícia, já que não há garantia de recuperação do bem.
Para evitar cair em golpes, a PM recomenda que a população desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, ofertas com preços muito baixos e contatos inesperados. Também é fundamental não compartilhar senhas, códigos recebidos por SMS ou dados pessoais.
Antes de fazer qualquer transferência, a orientação é confirmar a informação diretamente com a pessoa envolvida, de preferência por outro meio de comunicação. O uso de canais oficiais de bancos e empresas também é essencial, evitando clicar em links enviados por mensagens.
Caso alguém seja vítima, a recomendação é procurar a Polícia Militar ou a Polícia Civil, registrar o boletim de ocorrência e informar a instituição financeira. Guardar mensagens, comprovantes e dados bancários pode ajudar nas investigações.
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