O adolescente Bryan de Souza Camargo, de 13 anos, morreu após complicações causadas pelo vírus H1N1, em Sorocaba. O caso gerou revolta da família, que acusa falhas no atendimento médico inicial.
Segundo relatos, o jovem procurou atendimento pediátrico em uma segunda-feira (30), após apresentar sintomas como tosse e dores no peito. Durante a consulta, a médica responsável teria atribuído o quadro a “excesso de tela”, relacionando os sintomas ao uso de dispositivos eletrônicos.
O pai do adolescente contestou o diagnóstico, afirmando que o filho não possuía computador em casa. Ainda assim, a profissional teria sugerido que o problema poderia estar ligado ao uso de celular.
Três dias depois, na quarta-feira (1º), Bryan retornou ao hospital com dores mais intensas no peito. Um novo médico realizou exame de raio-x e informou que o pulmão do paciente estava dentro da normalidade naquele momento.
No entanto, ainda no mesmo dia, o estado de saúde do adolescente piorou rapidamente, com episódios de vômito com sangue e insuficiência respiratória. Ele foi encaminhado com urgência para atendimento intensivo, onde novos exames foram solicitados.
A evolução do quadro foi grave, culminando em colapso pulmonar e quatro paradas cardíacas no sábado (4). A morte encefálica foi confirmada na segunda-feira (6) por um neurocirurgião.
O caso levanta questionamentos sobre a condução do atendimento inicial e segue gerando repercussão, enquanto a família busca esclarecimentos sobre uma possível negligência médica.
Rede TV
