A Aduana de Dionísio Cerqueira atingiu, em março de 2026, o maior número mensal de caminhões já registrado em sua história. Os dados foram divulgados pela Receita Federal no dia 8 de abril e apontam crescimento em todos os indicadores em relação ao mês anterior.
Ao todo, 2.523 caminhões passaram pelo Porto Seco no período, um aumento de 25,77% em comparação com fevereiro, quando foram contabilizadas 2.006 cargas. Do total de março, 1.518 veículos transportavam produtos importados e 1.005 estavam relacionados às exportações.
A corrente financeira também apresentou crescimento. Em março, a movimentação somou US$ 84.597.066,00, o equivalente a cerca de R$ 429,7 milhões, considerando a cotação do dólar de R$ 5,08. O valor representa um aumento de 22,32% em relação a fevereiro.
Do total movimentado, US$ 48.837.774,00 (cerca de R$ 248 milhões) correspondem às importações brasileiras, o que representa 57,72% do volume. Já as exportações somaram US$ 35.759.292,00 (aproximadamente R$ 181,9 milhões), equivalente a 42,28%.
No acumulado dos três primeiros meses de 2026, a corrente financeira já alcança US$ 215.251.805,00, cerca de R$ 1,1 bilhão. Mantida a média, a projeção é de que o ano encerre com aproximadamente US$ 861 milhões (R$ 4,37 bilhões), abaixo do recorde registrado em 2024, que foi de US$ 946,8 milhões.
Em relação ao volume de cargas, a Aduana soma 6.459 caminhões no primeiro trimestre, sendo 3.548 com importações e 2.911 com exportações. Caso o ritmo se mantenha, a estimativa é de 25.836 caminhões ao longo de 2026, número próximo ao recorde de 2025, quando 25.936 veículos passaram pelo local.
O número de documentos desembaraçados também cresceu. Em março, foram 2.074 registros, aumento de 32,01% em relação a fevereiro, que teve 1.571. Do total, 1.209 documentos são de importações e 865 de exportações.
No acumulado do ano, já são 5.106 documentos processados, sendo 2.806 referentes a importações e 2.300 a exportações. A projeção anual é de cerca de 20.424 documentos, próximo ao recorde de 2025, que foi de 20.822.
Entre os principais produtos importados estão frutas, produtos hortícolas, madeira, itens da indústria química e derivados da moagem. Já nas exportações, destacam-se papel e derivados, carnes, frutas, resíduos da indústria alimentícia e móveis.
Os principais parceiros comerciais continuam sendo países como Argentina, Chile e Uruguai.
Outro dado relevante é o registro de 585 veículos em lastro, sem carga, contabilizados em fevereiro, conforme levantamento baseado nos MICs liberados.
Os números reforçam o papel estratégico da Aduana de Dionísio Cerqueira no comércio exterior e indicam crescimento consistente da movimentação ao longo de 2026.
Luiz Carlos Gnoatto / Comunicação Ascoagrin
