O Senado Federal analisa o Projeto de Lei nº 1375, de 2026, que propõe a inscrição do nome de Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A iniciativa é de autoria do senador Esperidião Amin (PP/SC).
De acordo com o texto, a homenagem será registrada no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, local onde são reverenciadas personalidades que marcaram a história do Brasil. O projeto destaca a trajetória de Dionísio Cerqueira como militar, engenheiro, escritor e homem público.
Nascido em 1847, na Bahia, ele teve atuação de destaque na Guerra da Tríplice Aliança, participando de importantes batalhas e sendo reconhecido por bravura. Durante o conflito, recebeu honrarias como o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa e a Medalha do Mérito Militar, além de elogios do imperador Dom Pedro II.
Após a guerra, seguiu contribuindo com o país como engenheiro militar, liderando comissões de demarcação de fronteiras, especialmente com a Argentina. O trabalho foi fundamental para a consolidação territorial brasileira e deu origem ao nome do município de Dionísio Cerqueira.
Na vida política, participou da Assembleia Constituinte de 1891 e ocupou cargos importantes na República, incluindo ministro da Guerra, das Relações Exteriores e da Indústria, Viação e Obras Públicas, durante o governo de Prudente de Morais.
O projeto também ressalta sua contribuição intelectual, especialmente com a obra “Reminiscências da Campanha do Paraguai”, considerada um marco na historiografia sul-americana.
Dionísio Cerqueira morreu em 1910, em Paris, enquanto ainda prestava serviços ao Brasil. Segundo a justificativa do projeto, a inclusão de seu nome no Livro dos Heróis da Pátria representa o reconhecimento a um brasileiro que dedicou sua vida à defesa, organização e memória do país.
Anderson Sommer / Portal Tri
