Santa Catarina registrou 52 casos de feminicídio ao longo de 2025, conforme levantamento do Ministério Público de Santa Catarina. Já em 2026, entre 1º de janeiro e esta terça-feira (24), foram contabilizados 10 casos, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
O mapa do feminicídio, elaborado pelo MPSC, teve pré-lançamento nesta semana e deve ter os dados completos divulgados na próxima segunda-feira (30). Além do levantamento, o órgão também produziu documentários com relatos de familiares e amigos de vítimas.
O feminicídio está previsto no Código Penal Brasileiro como o assassinato de uma mulher por razões da condição de sexo feminino, conforme a Lei nº 13.104/2015. A legislação considera como motivação a violência doméstica e familiar ou o menosprezo e discriminação contra a mulher. A pena varia de 20 a 40 anos de prisão, podendo ser aumentada em situações específicas.
Um dos casos que ganhou repercussão nacional foi o da professora Catarina Kasten, de 31 anos. Ela foi estuprada e assassinada em novembro do ano passado, em uma trilha da praia do Matadeiro, em Florianópolis, enquanto se dirigia para uma aula de natação.
O corpo foi encontrado em uma área de mata, e o principal suspeito, Giovane Correa Mayer, confessou o crime. Ele responde na Justiça por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. O processo segue em segredo, sem data definida para julgamento.
Além dos casos consumados, Santa Catarina também registra um alto número de tentativas. Segundo levantamento da NSC TV, entre 1º de janeiro e 13 de março deste ano, foram 42 tentativas de feminicídio — uma média superior a um caso por dia. As cidades de Joinville e São Francisco do Sul lideram os registros neste início de ano.
Como buscar ajuda
Mulheres em situação de risco podem procurar auxílio por meio dos seguintes canais:
- Delegacia Virtual: delegaciavirtual.sc.gov.br
- WhatsApp da Polícia Civil: (48) 98844-0011
- Disque 100 ou 182
- Polícia Militar: 190
Os casos reforçam a importância da denúncia e do acesso às redes de proteção para prevenir a violência contra a mulher.
G1
