Duas professoras de uma creche particular em Alvorada (RS), área metropolitana de Porto Alegre, foram presas preventivamente na terça-feira (3). Elas são suspeitas de sedar alunos para facilitar a rotina escolar e praticar agressões físicas e psicológicas.
Segundo o MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), as mulheres ministravam remédios sem prescrição para que as crianças dormissem. A investigação apontou crimes de tortura e lesão corporal contra menores.
O caso começou a ser investigado em dezembro, após mães notarem mudanças de comportamento nas crianças. A Polícia Civil reuniu fotos e mensagens de texto onde as professoras suspeitas falavam abertamente sobre o aumento da dosagem dos sedativos para “acalmar” as turmas. Além de dopar, as professoras são acusadas de negligenciar a higiene e aplicar castigos degradantes.
A promotora de Justiça Karen Mallmann, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Alvorada, reforçou que a gravidade dos delitos tornou a prisão necessária. “Os pais confiaram seus filhos a elas, que para facilitar o trabalho, ministravam medicamentos sedativos e agrediam as vítimas”, concluiu.
A creche Rafa Kids já havia sido interditada pela Vigilância Sanitária em 2023, mas chegou a reabrir em 2024 antes de ser definitivamente fechada. O pedido de prisão preventiva também considerou que as investigadas estavam tentando influenciar o depoimento de testemunhas durante as apurações policiais.
As prisões ocorreram nos municípios de Alvorada e Canoas. De acordo com o MPRS, a “Operação Dose de Silêncio” contou com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Brigada Militar.
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