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Morre aos 96 anos Dona Nahyra Schwanke, a caminhoneira mais idosa do Brasil

Referência nas estradas, ela transformou coragem em legado e fez da boleia seu lugar no mundo por mais de sete décadas

Morre aos 96 anos Dona Nahyra Schwanke, a caminhoneira mais idosa do Brasil
Foto: Reprodução | Redes Sociais

O Brasil se despede de um de seus maiores símbolos de força e determinação. Morreu neste domingo (22), aos 96 anos, em Não-Me-Toque, Dona Nahyra Schwanke, reconhecida nacionalmente como a caminhoneira mais idosa do país e exemplo de amor incondicional pela profissão.

Foram mais de 70 anos ao volante. Mais de sete décadas encarando o asfalto, a poeira, o frio das madrugadas e o calor escaldante das longas viagens. Desde que comprou seu primeiro caminhão, em 1958, Dona Nahyra percorreu rodovias de Norte a Sul do Brasil, em um tempo em que quase não se via mulheres no transporte de cargas. Ela não apenas ocupou esse espaço, ela abriu caminho.

Com mãos firmes na direção e olhar sereno, construiu sua história enfrentando desafios que iam além das estradas esburacadas. Enfrentou o preconceito, a desconfiança e as dificuldades de uma profissão predominantemente masculina. E venceu todos eles com trabalho, dignidade e paixão.

Criou a filha com o sustento vindo das viagens, fez da cabine do caminhão sua segunda casa e, ao longo da vida, orgulhava-se de nunca ter se envolvido em acidentes, marca que traduz não só habilidade, mas responsabilidade e respeito pela vida.

Moradora de Não-Me-Toque, tornou-se referência entre caminhoneiros e caminhoneiras de todo o país. Em postos de combustível, encontros de estrada e conversas pelo rádio, seu nome era sinônimo de perseverança. Para muitos, ela era a prova viva de que não existe limite para quem ama o que faz.

Dona Nahyra não dirigia apenas caminhões. Ela dirigia o próprio destino. Sua história ultrapassa quilômetros e fronteiras; é feita de coragem, independência e da força silenciosa de quem escolheu seguir em frente, sempre.

Sua partida encerra um capítulo marcante das rodovias brasileiras. Mas o ronco do motor, a imagem da mulher determinada na boleia e o exemplo deixado por ela continuarão ecoando por todas as BRs do país, lembrando que algumas jornadas nunca terminam. Elas viram legado.

Everson Coutinho / Portal Tri 

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