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Caso Orelha: corpo de cão é exumado e novo laudo deve esclarecer morte

Procedimento foi autorizado pela Justiça após pedido do Ministério Público de Santa Catarina; Polícia Científica promete resultado em até 10 dias

Caso Orelha: corpo de cão é exumado e novo laudo deve esclarecer morte
Foto: Reprodução/Redes sociais

O corpo do cão comunitário Orelha, agredido e morto no início de janeiro em Florianópolis, foi exumado nesta semana para a produção de um novo laudo pericial. A medida busca esclarecer as circunstâncias da morte do animal e reforçar a investigação que já resultou no indiciamento de um adolescente por maus-tratos.

A exumação ocorreu na quarta-feira (11) e foi confirmada nesta sexta-feira (13) pela Polícia Científica de Santa Catarina, que informou que o novo laudo deve ficar pronto em até dez dias. O procedimento consiste na retirada do cadáver da sepultura para realização de exames complementares.

O cachorro vivia na região da Praia Brava, área turística da Capital. Segundo a investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado por moradores no dia seguinte e levado para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.

A exumação foi autorizada pela Justiça após solicitação do Ministério Público, que apontou lacunas no material reunido inicialmente, consideradas insuficientes para formar convicção sobre o que de fato provocou a morte do animal.

No primeiro laudo, baseado no atendimento veterinário, a Polícia Civil indicou que Orelha teria morrido em decorrência de um golpe na cabeça causado por objeto contundente. Um adolescente foi apontado como autor da agressão, mas o pedido de internação provisória foi adiado até a conclusão das novas diligências.

Em nota conjunta, Polícia Civil e Polícia Científica afirmaram que estão cumprindo de forma célere todas as determinações judiciais e que trabalham para que a denúncia dos envolvidos possa avançar, agora respaldada por novas provas técnicas.

Justiça autoriza mais 34 diligências

Além da exumação, a Justiça também autorizou outros 34 pedidos complementares do Ministério Público para aprofundar o inquérito. As novas apurações envolvem diferentes atos infracionais atribuídos a adolescentes, incluindo suspeitas de furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos.

As autoridades reforçam que o objetivo é esclarecer completamente o caso e responsabilizar todos os envolvidos.

G1 

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