Procurados -
Policial -
03/02/2026 08:31
Entre quase 300 mil mandados de prisão em aberto no país, aparecem condenados e investigados com nomes famosos da história e da ficção
A Justiça brasileira tem em aberto quase 300 mil mandados de prisão ou internação, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e alguns deles chamam atenção pelos nomes inusitados dos procurados. Entre foragidos e condenados estão pessoas registradas como Jesus Cristo, Elvis Presley, Michael Corleone e Hitler, nomes que remetem a figuras históricas, religiosas ou personagens da cultura pop.
Um dos casos é o de Hitler da Silva Ângelo, que tem um mandado de prisão preventiva em aberto desde dezembro de 2024, em um processo que investiga homicídio no Rio de Janeiro. No mesmo estado, outro homem chamado Hitler Silva é alvo de investigação por organização criminosa, com mandado expedido desde junho de 2023.
Também constam nos registros da Justiça dez foragidos chamados Elvis Presley, procurados por crimes como roubo, homicídio e posse irregular de arma de fogo. Desses mandados, cinco foram expedidos em 2026, enquanto outros dois datam de 2025, segundo os dados do CNJ.
Já um homem chamado Jesus Cristo é procurado pela Justiça de Juazeiro do Norte, no Ceará, para internação definitiva após um homicídio consumado. De acordo com decisão judicial expedida em outubro de 2024, o sentenciado deveria cumprir medida de segurança com tratamento ambulatorial, mas não foi localizado para iniciar o acompanhamento, o que levou à expedição do mandado de internação.
Outro nome que aparece nos registros é Michael Corleone, o mesmo do personagem fictício de O Poderoso Chefão. Neste caso, trata-se de um homem acusado de roubo em Manaus, com mandado expedido em fevereiro de 2023.
Há ainda dois homens identificados como Ayrton Sena, com a grafia diferente do tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna da Silva. Ambos são procurados pela Justiça por tráfico de drogas e estelionato. Curiosamente, segundo os documentos judiciais, os dois nasceram em maio de 1994, o mesmo mês em que o piloto brasileiro morreu após o acidente na corrida de Ímola, na Itália.
De acordo com o CNJ, a identificação correta dos foragidos se dá por dados pessoais, documentos e informações processuais, e não apenas pelo nome. Ainda assim, os registros chamam atenção pelo contraste entre nomes mundialmente conhecidos e a realidade dos crimes investigados no país.
Marcos de Lima / Rádio 103 FM com informações da Veja
----------------------
Receba GRATUITAMENTE nossas NOTÍCIAS!
CLIQUE AQUI
----------------------
Envie sua sugestão de conteúdo para a redação:
Whatsapp Business PORTAL TRI NOTÍCIAS
(49) 9.8428-4536
/
(49) 3644-4443