Repercussão e da gravidade dos fatos -
Geral -
27/01/2026 09:44
O caso de Orelha ganhou ainda mais gravidade após relatos de intimidação contra testemunhas. Um porteiro de condomínio da região relatou ter sido ameaçado por familiares de adolescentes investigados pela morte do animal, o que ampliou o foco da apuração para possíveis crimes cometidos por adultos envolvidos direta ou indiretamente na tentativa de silenciar quem presenciou fatos relevantes
O assassinato do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, ultrapassou o limite de um caso isolado de maus-tratos e passou a mobilizar o governo de Santa Catarina. Diante da repercussão e da gravidade dos fatos, o governador Jorginho Mello determinou a intensificação imediata das investigações e afirmou publicamente que as provas reunidas até agora “embrulham o estômago”.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, Jorginho informou que tomou conhecimento formal do caso na sexta-feira, 16 de janeiro, e ordenou à Polícia Civil a apuração imediata. Segundo ele, a polícia realizou diligências, colheu provas e solicitou à Justiça a expedição de mandados poucos dias após o início da investigação. O governador também esclareceu que a juíza inicialmente responsável pelo processo se declarou impedida – informação divulgada com exclusividade pelo Jornal Razão, o que levou à nomeação de outro magistrado para analisar os pedidos feitos pela polícia. Conforme Jorginho, novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.
O caso de Orelha ganhou ainda mais gravidade após relatos de intimidação contra testemunhas. Um porteiro de condomínio da região relatou ter sido ameaçado por familiares de adolescentes investigados pela morte do animal, o que ampliou o foco da apuração para possíveis crimes cometidos por adultos envolvidos direta ou indiretamente na tentativa de silenciar quem presenciou fatos relevantes.
A resposta do governo ocorre em um contexto mais amplo de endurecimento das políticas públicas voltadas à proteção animal em Santa Catarina. Sob a gestão de Jorginho Mello, o Estado passou a tratar os maus-tratos como um problema estrutural, não apenas pontual. Em 2025, Santa Catarina já contabiliza mais de 6 mil denúncias de maus-tratos, incluindo abandono, animais mantidos presos em correntes, sem água ou comida, expostos ao frio, à chuva ou ao calor excessivo, além da recusa de atendimento veterinário. Situações que ainda são banalizadas por parte da sociedade, mas que configuram crime previsto em lei.
Para enfrentar esse cenário, o governo estadual colocou em prática o Programa Pet Levado a Sério, que repassa recursos aos municípios para ampliar a castração de cães e gatos, reduzir o abandono e investir em ações de educação sobre guarda responsável. O programa também prevê a capacitação de agentes públicos que atuam diretamente no atendimento de denúncias e ocorrências envolvendo animais, buscando padronizar procedimentos e agilizar respostas.
Outra frente adotada pela gestão estadual é a campanha permanente de conscientização sobre maus-tratos. A iniciativa explica, de forma direta, quais condutas configuram crime, como a população pode denunciar e por que a prevenção é fundamental para evitar situações de sofrimento que, muitas vezes, permanecem invisíveis. A legislação prevê pena de até 5 anos de prisão, além de multa e perda da guarda, para quem pratica maus-tratos contra cães e gatos.
Além das ações institucionais, Jorginho Mello também adotou um cachorro resgatado por meio de um projeto de ressocialização, gesto que foi divulgado como forma de incentivar a adoção responsável. A mensagem reforçada pelo governo é clara: animal não é presente, não é moda e não é impulso. Antes de adotar, é necessário avaliar espaço, tempo, custos e compromisso a longo prazo.
O caso Orelha segue sob investigação e é tratado como prioridade pelas autoridades. Enquanto a polícia aprofunda a apuração e analisa as provas reunidas, o governo afirma que não haverá tolerância com crimes de maus-tratos nem com tentativas de intimidação de testemunhas. Em Santa Catarina, segundo a gestão estadual, a política agora é de menos discurso e mais ação.
Jornal Razão
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