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Abuso infantil: Como identificar e evitar

Algumas vezes até mesmo levam a comportamentos de abusadores no futuro, mesmo que inconscientemente. Ciúmes excessivos, dificuldades de se relacionar, dificuldades de confiar e estabelecer relações saudáveis, são algumas das consequências de abusos sofridos na infância

Abuso infantil: Como identificar e evitar
Foto: ilustrativa

As formas de violência em nossa sociedade são cada vez mais frequentes, embora veladas ou disfarçadas, pois se valem de atratividade diversa para que as crianças confiem e aceitem de certa maneira os abusos de que são vitimas.

As violências mais evidentes são as físicas, mas a violência psicológica e a sexual muitas vezes deixam marcas e consequências muito maiores e mais profundas, justamente por mexerem com sentimentos mistos na criança, de raiva, de afeto, de vergonha e culpa, e de satisfação.

Esses sentimentos mistos e confusos geram muitos traumas e influenciam drasticamente toda a vida presente e futura de quem foi abusado. Algumas vezes até mesmo levam a comportamentos de abusadores no futuro, mesmo que inconscientemente. Ciúmes excessivos, dificuldades de se relacionar, dificuldades de confiar e estabelecer relações saudáveis, são algumas das consequências de abusos sofridos na infância.

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Para proteger nossas crianças e adolescentes, e evitar situações de abusos diversos, é preciso manter um diálogo aberto em família, para que a criança sinta o apoio e compreensão da família, sinta que pode confiar e que será protegida por todos.

O diálogo também entre a comunidade escolar é importante, é preciso falar de abuso em todas as suas formas, para que as crianças possam identificar situações de risco e pedir auxilio quando estiverem em situações semelhantes.

A informação é sempre a melhor forma de prevenção. Quando temos informações suficientes para compreender o que é a situação e como ela ocorre, podemos nos proteger e aprender a lidar com os riscos que corremos em qualquer situação da vida.

Abusos podem ocorrer em qualquer lugar, até mesmo dentro de casa, onde, aliás, é o mais comum, infelizmente. Em geral os abusadores se valem de relações de confiança e de proximidade para com a criança, para assediar e realizar o abuso, seja físico, psicológico, social ou sexual.

Para identificar situações de abuso, precisamos ter em conta que cada idade tem comportamentos e expressões diferentes. Sempre que houver alterações bruscas de comportamentos pode ser um indicativo de alguma forma de violência ou abuso, é pr4eciso estar atento para os comportamentos e atitudes das crianças, os detalhes são sinais mais efetivos que precisam ser observados.

Crianças menores, de até 4 anos, em geral demonstram situações de abuso através dos desenhos ou brincadeiras, em que reforçam traços, ou pintam de cores muito carregadas e intensas, ou mesmo brincam exageradamente de cenas de violência e/ou de brincadeiras sexualizadas. Apresentam perturbação do sono, podendo ter terror noturno, pesadelos ou sonambulismo, medo de pessoas, especialmente homens, ou figuras de autoridade. Apresentam brincadeiras ou comportamentos inadequados para sua idade, adultizados, ou sexualizados.

De 4 a 6 anos podem apresentar comportamentos de limpeza compulsiva, acessos de raiva e irritabilidade, brincadeiras violentas ou que humilham outros, conhecimento sexual inapropriado para a idade, que apresentam em brincadeiras, no discurso ou nos desenhos. Também apresentam perturbações do sono e destruição simbólica repetida dos pais, ou outros familiares e conhecidos.

Entre 7 a 12 anos o abuso se manifesta por comportamentos confusos e mudanças bruscas, vontade excessiva de agradar aos outros, especialmente autoridades, ansiedade, mentiras, tiques nervosos, mudanças de humor. É também comum situações de fracasso escolar e desânimo, falta de energia, perturbações de sono. Tem muitos segredos com os colegas e com adultos. Assume papel maternal ou de proteção excessiva dos outros, mantem uma aparência e atitudes pseudomaduras. Podem haver também tentativas de suicídio e autoflagelação (cortes em seu corpo e machucados auto impostos), auto cobrança forte e auto depreciação.

Após os 13 anos, podem apresentar comportamentos de rebeldia e violência, irritabilidade, ansiedade e mudanças de humor, isolamento social, relacionamentos afetivos empobrecidos. É comum apresentar depressão e desespero frente a dificuldades simples, estados fóbicos (medos) e desordens compulsivas, compulsões por comida ou outra, roubo patológico, promiscuidade, sexualidade exacerbada, abuso de álcool e outras drogas. As vezes assume papel de protetor ou papel maternal, as vezes pode abusar de outras crianças, tanto física como sexualmente. Apresenta automutilação (cortar a si mesmo) e comportamento desafiador.

É importante observar as mudanças sempre. Qualquer mudança brusca de comportamento ou atitude pode representar um sofrimento ou desordem psicológica, que vale a pena ser investigado e tratado pela família, escola e sociedade.

Ao identificar qualquer sintoma, é importante conversar com a criança e encaminhar a profissionais competentes sempre que houver violência e/ou abuso.

 

Odaiz Machado
Psicóloga
Hipnoterapeuta

Fone para contato: 49 9.9998-1842

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