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A Celesc quer aumentar em 11,53% a tarifa de luz dos catarinenses. O pedido foi oficializado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que bate o martelo sobre o valor final do reajuste no dia 3 de agosto.
No ano passado, a Celesc reivindicou alta de 14%, mas o reajuste médio aprovado foi de 6,96%.
O presidente interino da Celesc, Eduardo Carvalho Sitonio, explica que a alta de 11,53% representa um reajuste médio entre clientes residenciais, industriais, comerciais e rurais. A previsão é de que a conta dos consumidores residenciais tenha um aumento abaixo dos 11%. A estatal catarinense de energia elétrica tem hoje mais de 2,2 milhões de clientes.
Sitonio diz que os cálculos da empresa que justificam o pedido de reajuste foram encaminhados para a Aneel na semana passada.
O índice aprovado pela agência nacional deve entrar em vigor ainda em agosto e refletir para o consumidor nas faturas a serem recebidas pelos catarinenses a partir de setembro.
Aumento é mais do que o dobro da inflação
Em 2007 e 2008, a tarifa da Celesc foi reajustada para baixo (veja quadro ao lado). Sitonio lembra que, além do reajuste anual, a cada quatro anos é calculada a revisão tarifária da empresa, que inclui o ativo da Celesc e a projeção de investimentos.
Segundo Sitonio, cerca de 60% dos itens que integram o reajuste anual não são gerenciados pela Celesc. São, principalmente, pagamentos de impostos, afirma o presidente da estatal. Nos cálculos que são gerenciados pela Celesc, estão fatores como despesas administrativas e folha de pagamento de pessoal.
– São as demandas necessárias para tocar uma empresa. É um reajuste anual, que considera a inflação do período mais os custos da empresa – afirma o presidente interino.
Segundo projeção apresentada no relatório da Celesc encaminhado à Aneel neste mês, o IGP-M, o indicador oficial da inflação para o cálculo de tarifas públicas, deve fechar em 5,39% no acumulado dos últimos 12 meses fechando em agosto.
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